• Comissão Parlamentar de Inquérito para o Crime de Brumadinho

    Duas audiências que têm como objetivo subsidiar o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho serão realizadas na próxima semana, no Plenarinho IV da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Instalada em março deste ano, a CPI busca investigar as causas do rompimento da Barragem I da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte), em 25 de janeiro de 2019, que fez mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos. CPI colhe mais uma rodada de depoimentos na Assembleia.Além de ouvir Defesa Civil e sindicatos, investigação sobre rompimento de barragem da Vale vai apurar atuação do Copam. 1) Ocorreu na segunda-feira dia (8/4/19), às 14h30, a comissão ouviu os dirigentes do sindicato de trabalhadores da mineração (Metabase) e do Fórum dos Trabalhadores Diretos e Terceirizados da Vale atingidos pela tragédia, além de representantes da Defesa Civil de Minas Gerais. 2) Quinta-feira (11/4/19), às 9h30, na condição de testemunha, Maria Tereza Corujo, está abordando ás causas do rompimento da barragem, em razão do seu conhecimento dos fatos. (ao vivo) Para entender o caso: Maria Tereza Corujo, integra o Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam), sendo a única representante da sociedade civil na Câmara Técnica Especializada em Mineração (CMI). Membro da Coordenação do Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MovSAM), ela foi a única a votar contra a ampliação e continuidade até 2032 das Minas do Córrego do Feijão e de Jangada. Na reunião, em dezembro de 2018, o placar foi de 8 a 1 para a Vale. Também representante do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc), Corujo revelou há pouco que em 40 reuniões do Copam entre 2017 e 2019, apenas um projeto minerário foi barrado nessa câmara técnica.

    Voltar Data: 11/04/2019