• Seis barragens são interditadas pelo governo federal em Minas Gerais

    Seis barragens localizadas em Minas Gerais foram interditadas entre essa terça (9) e quarta-feira (10) por auditores-fiscais do Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. O motivo da interdição refere-se a existência de grave e iminente risco à segurança dos trabalhadores, de acordo com o coordenador da Comissão Permanente do Setor Mineral da Superintendência Regional do Trabalho no estado, Mário Parreiras de Faria. Cinco das seis barragens interditadas estão em Ouro Preto, na região Metropolitana. São elas: Forquilha I do Complexo de Fábrica, Forquilha II do Complexo de Fábrica, Forquilha III do Complexo de Fábrica, Marés II do Complexo de Fábrica e Grupo do Complexo de Fábrica. A outra é Maravilhas II, localizada em Itabirito, conforme o jornal O TEMPO noticiou. Em março, a Agência Nacional de Mineração (ANM) proibiu 36 barragens de realizarem qualquer depósito de rejeitos desde o dia 31 de janeiro devido à ausência de declarações que comprovem a estabilidade delas. Desde então, essas barragens têm sido fiscalizadas por auditores-fiscais. De acordo com Faria, essa interdição significa o interrompimento total de atividades no local. "Exceto as atividades para correção dos problemas da barragem, desde que não coloquem os trabalhadores em risco”, explica Faria. Segundo ele, a taxa de mortalidade na mineração é superior a geral no Brasil referente a outros tipos de trabalho. “Em 2017, a taxa de mortalidade no setor foi cerca de 2,65 maior que a média dos demais setores”, afirma Faria. “Precisamos exercer uma vigilância constante nessas empresas para diminuir os acidentes”, completa.

    Voltar Data: 11/04/2019