• Câmara de Atividades Minerárias e o Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais

    O Gabinete de crise – Sociedade civil entende que o que aconteceu em Brumadinho é consequência de toda uma cadeia de decisões equivocadas e dominadas pelas mineradoras. Queremos chamar a atenção da sociedade para o funcionamento da chamada Câmara de Atividades Minerárias (CMI) do Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (COPAM) que licencia projetos como a continuidade do Complexo Minerário Feijão/Jangada, da VALE/MBR, em Brumadinho. Em 40 reuniões desde a sua criação, com mais de 200 processos pautados em 2 anos, somente uma licença não foi concedida. A CMI tem 12 componentes, sendo 6 do Poder Público (SEDECTES, SEGOV, SECCRI, CODEMIG, DNPM e IBAMA) e 6 da Sociedade Civil (IBRAM, SINDIEXTRA, FEDERAMINAS, CEFET-MG, CREA e FONASC). Exceto o IBAMA, o CEFET-MG e a ong FONASC, todos os demais são voltados aos interesses econômicos ou de um governo estadual que considera prioritária a atividade de mineração apesar dos graves impactos. No próximo dia 22, sexta, haverá mais uma reunião da CMI em que provavelmente pouco ou nada será discutido sobre a tragédia em Brumadinho de responsabilidade da Vale e de todos os envolvidos, mas será votada a retomada da mineração na Serra da Piedade, patrimônio natural, cultural, paisagístico, religioso e hídrico de Minas Gerais e do Brasil. A população tem se manifestado contrária ao projeto da AVG Empreendimentos Minerários Ltda. Vamos acompanhar o processo para testemunhar o que a CMI vai decidir.

    Voltar Data: 21/02/2019