• Evento integra movimentos sociais, universidade e atingidos por barragens

    Composto por seminário especializado e encontro para compartilhamento de experiências mobiliza articulação pela mudança dos padrões minerários no estado Quão dependente de fato Minas Gerais é da mineração? Essa foi uma das principais reflexões propostas pelo evento “Na contramão do discurso ideológico da mineração: tragédias e insustentabilidades”. Realizado pelo Gabinete de Crise – Sociedade Civil com apoio de diversos movimentos sociais nos dias 13 e 14 de setembro, o debate buscou qualificar as reflexões sobre a atuação e consequências da indústria mineradora no estado. No primeiro dia, um seminário com convidados e, no segundo, um encontro com moradores e moradoras das regiões atingidas pela exploração de minério. Ao longo do dia 13, um ciclo de palestras e mesas de debate engajaram vários atores na discussão sobre o tema. Estiveram presentes no seminário Marcus Vinícius Polignano (Projeto Manuelzão), a professora Andra Zhouri (GESTA/UFMG), Bruno Milanez (PoEMAS/UFJF), o engenheiro e escritor Euler Cruz, o professor Klemens Laschefski (Instituto de Geociências/UFMG), Marcos Zucarelli (GESTA/UFMG), a ambientalista Maria Teresa Corujo, o professor Rodrigo Lemos, Júlio Grillo (ProMutuca), a vereadora Bella Gonçalves, o jornalista Mateus Parreiras, o promotor Francisco Generoso (MPGMG) e o jornalista Leonardo Dupin (Observatório de Leis Ambientais). Os debates foram guiados pela necessidade de se repensar o modelo de atuação predatória da mineração no estado. Como esses empreendimentos têm afetado de maneiras tão distintas a sociedade em comparação com o baixo retorno. Estima-se que o percentual do PIB mineiro representado pela exploração minerária, hoje em dia, seja de cerca de apenas 2% do total de riquezas geradas. Já no dia 14, foi atingidos e atingidas pela mineração participaram de um grande encontro para debater o cenário. Veja mais detalhes, clicando aqui. O “Seminário e Encontro: Na contramão do discurso ideológico da mineração” foi realizado a partir da articulação de diversos movimentos em conjunto com o Gabinete de Crise – Sociedade Civil. A expectativa é que novos encontros ocorram ainda este ano, a serem definidos coletivamente. Gabinete de Crise – Sociedade Civil O Gabinete de Crise Sociedade Civil (GCSC) representa uma articulação de diversos movimentos sociais, pesquisadores e ativistas políticos do campo ambiental em contraposição ao Gabinete de Estado. A organização foi criada para reivindicar o controle social das ações desenvolvidas após o crime promovido pela companhia Vale, no município de Brumadinho e em toda a bacia do Paraopeba, em 25 de janeiro de 2019, não se esquecendo do rompimento de Fundão em Mariana na bacia do Rio Doce. O GCSC denuncia que o atual modelo de mineração têm levado a repetidos crimes, ligados ao licenciamento, operação e segurança de barragens de rejeitos, em Minas Gerais e no Brasil. Conheça mais sobre o GCSC, clicando aqui. Para continuar acompanhando informações relacionadas aos territórios atingidos pela mineração no estado, siga nossa página no Facebook e pelo site https://gabinetedasociedade.org ou ainda envie seu contato para gabinetedecrisecomunicacao8@gmail.com e receba notícias periódicas do GCS.

    Voltar Data: 17/09/2019