• Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas

    Ocorreu ontem (22) a 104ª Reunião Plenária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), no auditório da SUPRAM Central Metropolitana, em Belo Horizonte, apresentou a situação das barragens que estão sem garantia de estabilidade no Alto Rio das Velhas, cobrou ações efetivas das mineradoras e do governo estadual para evitar novos rompimentos e solicitou urgência na criação de comissão para cuidar das barragens dentro do Estado. De acordo com a Agência Nacional de Mineração, das 69 barragens que estão localizadas no Alto Rio das Velhas, 16 estão sem garantia de estabilidade e parte delas, se romperem, pode comprometer o abastecimento da capital e da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Segundo Marcus Vinicius Polignano, presidente do CBH Rio das Velhas, a situação é grave. “Nós temos, pelo menos, quatro barragens com alto risco de rompimento. Significa dizer que, se isso ocorrer, nós vamos ter o comprometimento da água do Rio das Velhas, especialmente no ponto de Bela Fama (local de captação da Copasa), onde se retira, praticamente, 60% da água de Belo Horizonte”. Afirma ainda que a Vale apresente para a sociedade um cronograma de intervenções necessárias para impedir o rompimento de novas barragens. “A gente não pode ficar sentado esperando se a barragem vai ou não romper. Não interessa simplesmente interditar e retirar pessoas, nós queremos é que essas barragens garantam segurança tanto a vida das pessoas, quanto para as águas do Rio das Velhas”. Responsável por verificar anualmente se as mineradoras estão implementando as recomendações previstas em auditoria para garantir a segurança das barragens, a Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM) tem o papel de produzir laudos de infração e suspender as atividades das empresas, em caso de descumprimento das recomendações necessárias. Informações sobre as Barragens abandonadas serão descomissionadas em até um ano; Sem operação desde 2011, as barragens I e II da Mina Engenho D’água, abandonadas pela empresa Mundo Mineração em Rio Acima, sofrerão descomissionamento em ação de cooperação entre o Estado de Minas Gerais e a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais). Responsável pela execução das obras e pelos seus custos, a empresa decidiu assumir a execução com o objetivo de preservar o seu principal manancial que é o de Bela Fama, hoje responsável pelo abastecimento de grande parte de Belo Horizonte e região metropolitana. O Projeto Executivo de Fechamento foi iniciado em 11 de abril e está está previsto para ser concluído em 12 meses. Após a conclusão, serão realizados mais três anos de monitoramento da obra.

    Voltar Data: 23/04/2019